Era uma tarde dourada no leste do litoral de Santa Catarina, daquelas em que o tempo parece esquecer de passar. Luy, Beto, Grosso e Clóvis Unhas-bem-feitas estavam sentados lado a lado no cume de uma enorme pedra que se projetava sobre o mar, como se a natureza tivesse deixado ali um trono para quem quisesse contemplar o oceano em silêncio.
As ondas quebravam ritmadamente, espumando contra a areia, e a brisa trazia cheiro de sal e liberdade. Os quatro amigos observavam um surfista deslizar com uma leveza quase mística. Ele parecia fazer parte da água, como se tivesse nascido dela. Suas manobras desafiavam as leis da física — e a paciência de Beto, que sempre dizia que um dia ainda pegaria uma onda decente com sua prancha de isopor azul.
— Esse cara surfa como se a onda tivesse marcado hora com ele — comentou Luy, encostando os cotovelos nos joelhos.
— É tipo um acordo espiritual com o mar, né? — disse Grosso, olhos semicerrados, tentando entender o que fazia aquele sujeito tão diferente.
Clóvis Unhas-bem-feitas, boquiaberta, sem tirar os olhos do surfista, comentou:
— Aposto que ele hidrata o cabelo com babosa e reza pra Iemanjá toda segunda-feira. Olha aquele brilho! Isso é sobrenatural.
Eles ficaram mais um tempo ali, em silêncio reverente, acompanhando o espetáculo da água, da prancha e dos cabelos ao vento.
Mais tarde, já de volta à vila, no quiosque da Dona Nair, descobriram através de um pescador falante que o surfista misterioso era ninguém menos que Zeca Cabelos-sedosos, uma lenda local. Diziam que ele nunca perdeu uma prancha, que nasceu com um pente na mão e que o mar abaixava o tom quando ele entrava.
Os quatro se entreolharam, como se quem quisesse dizer: “Eu vi primeiro”.
— Zeca Cabelos-sedosos… — repetiu Beto, mastigando um pastel de camarão. — Agora tudo faz sentido.
E ali, entre mordidas e goles de guaraná de garrafa, fizeram um pacto: voltar àquela pedra sempre que pudessem, porque assistir a Zeca era mais do que um programa de tarde — era uma cerimônia.
E quem sabe um dia, com um pouco de prática e muito creme pra cabelo, um deles também virasse lenda.
Mas sem abrir mão do trono da vaidade.
Clóvis Unhas-bem-feitas não cederia seu título tão fácil.
abril 2nd, 2025 at 9:19
Era uma tarde dourada no leste do litoral de Santa Catarina, daquelas em que o tempo parece esquecer de passar. Luy, Beto, Grosso e Clóvis Unhas-bem-feitas estavam sentados lado a lado no cume de uma enorme pedra que se projetava sobre o mar, como se a natureza tivesse deixado ali um trono para quem quisesse contemplar o oceano em silêncio.
As ondas quebravam ritmadamente, espumando contra a areia, e a brisa trazia cheiro de sal e liberdade. Os quatro amigos observavam um surfista deslizar com uma leveza quase mística. Ele parecia fazer parte da água, como se tivesse nascido dela. Suas manobras desafiavam as leis da física — e a paciência de Beto, que sempre dizia que um dia ainda pegaria uma onda decente com sua prancha de isopor azul.
— Esse cara surfa como se a onda tivesse marcado hora com ele — comentou Luy, encostando os cotovelos nos joelhos.
— É tipo um acordo espiritual com o mar, né? — disse Grosso, olhos semicerrados, tentando entender o que fazia aquele sujeito tão diferente.
Clóvis Unhas-bem-feitas, boquiaberta, sem tirar os olhos do surfista, comentou:
— Aposto que ele hidrata o cabelo com babosa e reza pra Iemanjá toda segunda-feira. Olha aquele brilho! Isso é sobrenatural.
Eles ficaram mais um tempo ali, em silêncio reverente, acompanhando o espetáculo da água, da prancha e dos cabelos ao vento.
Mais tarde, já de volta à vila, no quiosque da Dona Nair, descobriram através de um pescador falante que o surfista misterioso era ninguém menos que Zeca Cabelos-sedosos, uma lenda local. Diziam que ele nunca perdeu uma prancha, que nasceu com um pente na mão e que o mar abaixava o tom quando ele entrava.
Os quatro se entreolharam, como se quem quisesse dizer: “Eu vi primeiro”.
— Zeca Cabelos-sedosos… — repetiu Beto, mastigando um pastel de camarão. — Agora tudo faz sentido.
E ali, entre mordidas e goles de guaraná de garrafa, fizeram um pacto: voltar àquela pedra sempre que pudessem, porque assistir a Zeca era mais do que um programa de tarde — era uma cerimônia.
E quem sabe um dia, com um pouco de prática e muito creme pra cabelo, um deles também virasse lenda.
Mas sem abrir mão do trono da vaidade.
Clóvis Unhas-bem-feitas não cederia seu título tão fácil.
abril 2nd, 2025 at 9:32
começou bem o dia. (modo irônico)
abril 2nd, 2025 at 9:43
Faleceu ontem o ator Val Kilmer, que destacou-se em Top Gun e Batman, descanse em paz.
abril 2nd, 2025 at 12:01
RIP Iceman 😭
abril 2nd, 2025 at 12:59
abril 2nd, 2025 at 13:56
RIP
abril 2nd, 2025 at 15:24
Sem contar o filme Top Secret, ele como espião atrapalhado, que se dava bem!
abril 2nd, 2025 at 15:43
Dele, o filme que mais gostei foi “A Sombra e a Escuridão” que foi baseado em fatos reais.
R.I.P.
abril 2nd, 2025 at 16:00
A Putaria está diminuindo. Dafne a GP Anã!
abril 2nd, 2025 at 16:01
abril 2nd, 2025 at 16:27
agora não pode mais chamar de anã, e sim de baixa estatura.
abril 2nd, 2025 at 16:28
Falar em futebol precisava ver ontem um jogaço entre Real Madri e Vila Real e eu torcendo para ir aos penaltis, mão deu.
abril 2nd, 2025 at 17:31
Meio tarde já, mas amanhã tem essa putinha aqui
abril 2nd, 2025 at 17:33
Nunca é tarde para docinhos